Histórico


 

O Departamento de Sociologia foi criado em 15 de setembro de 1987 (Resolução USP nº 3.362), com a divisão do velho Departamento de Ciências Sociais, ligado em sua origem à “missão francesa” que colaborou para a fundação da USP em 1934. Com a divisão em três unidades departamentais autônomas Antropologia, Ciência Política e Sociologia os três departamentos se encarregam conjuntamente do Curso de Graduação em Ciências Sociais, tocando cada qual independentemente seu próprio Programa de Pós-Graduação.
 

Foi a chamada “missão francesa”, composta por grandes nomes da ciência social da França Claude Lévi-Strauss, Roger Bastide, Paul Arbousse Bastide, Paul Hugon – que lançou as bases de uma tradição que nas décadas seguintes ver-se-ia assumir como referência de identidade profissional para as novas gerações: a de que em nossas áreas de conhecimento o ensino não se desvincula da pesquisa, seja a pesquisa teórica, seja a empírica. Foi nessa trilha, aberta por Fernando de Azevedo então secundado pelos pesquisadores franceses, que Florestan Fernandes desenvolveu sua exigente concepção de pesquisa sociológica; a qual, como se sabe, se concretizou na produção de uma vasta obra pessoal que desde logo obteve o merecido reconhecimento das academias como trabalho científico de alcance nacional e mérito internacional. Graças a sua obra e sua liderança intelectual,  fincaram-se no chão do velho Departamento de Ciências Sociais rigorosos padrões de ensino e pesquisa, mas também de divulgação e comunicação de conhecimento científico, a repercutir decisivamente na crescente consolidação institucional das Ciências Sociais em nosso país, dada a formação em nível de excelência de sucessivas gerações de novos intelectuais, cientistas e humanistas.
 

Desde sua origem, pois, nosso Departamento sempre esteve empenhado em manter sempre viva e estreita a ligação entre ensino e pesquisa, e entre pesquisa teórica e pesquisa empírica. A observância de rígidos procedimentos na pesquisa e no esforço por introduzir o estudante de Ciências Sociais da USP no universo da prática da pesquisa, o que pressupõe o ensinamento sempre atualizado dos métodos e técnicas, quantitativos e qualitativos, apropriados ao estudo dos fenômenos da vida social.

 

Por seu rigor e pretensão de excelência, essa tradição tem sido responsável pela formação polivalente e flexível do estudante de Ciências Sociais da USP, um estudante capaz de efetiva inserção em diferentes campos de atuação profissional: ensino, pesquisa, planejamento, consultoria e assessoria: à mídia impressa e eletrônica; aos movimentos sociais, organizações não-governamentais, às associações profissionais; partidos políticos e campanhas eleitorais.